Friday, December 18, 2015

Uísque

Bom, quando estava na minha casa em Jorhat, fomos para beber na casa de um amigo. Fizemos uma festinha de "Get Together". Foi massa. Falando de beber álcool, eu lembrei da minha infância.Aqui é uma das cenas de álcool na minha casa.

Hoje em dia o caso é diferente. Hoje em dia vê-se cachaceiros em qualquer canto na minha cidade.Mas antes não era assim. Não tinha muitos lugares que vendia álcool. Aliás até hoje vender álcool no super mercado é proibido. Só nas lojas licenciadas se acha álcool. Antigamente tinha poucas lojas licenciadas e então tinha pouca gente cachaceira. Hoje em dia com o aumento de lojas licenciadas, vê-se uma grande população tomando banho na cachaça.

Então, quando era criança, quando o meu pai quis divertir um pouco (beber álcool), a cena da casa mudava de noite. Ele nunca bebia na frente de nos, eu e a minha irmã. Naquela noite de cachaça, a gente sempre foi avisados para dormir cedinho.O ambiente da casa virava gótico, um silêncio, parecia aquele ambiente antes de acontecer algum desastre.

O meu pai se trancava na cozinha com uma garrafinha de uísque, mas não tenho certeza se era uísque ou algo porque nunca vi pessoalmente.Minha mãe fritava algum acompanhamentos para ele comer com o uísque.Ele nem falava muito quando bebia. As vezes visitava um amigo dele para acompanhar. Ambos falavam em baixo tom.As vezes eu aprontava e apertava minha orelha na porta de cozinha pare saber o que acontecia dentro mas estava sem sucesso.As vezes a minha mãe saia da cozinha para ver se a gente estava dormindo ou aprontando. Quando ouvia alguém aproximando a porta da cozinha, eu corria para a cama e fingia que estava dormindo.

Assim o ambiente da casa virava escuro e terrível.E isso dava uma sensação na minha mente pequena que beber álcool era um pecado ou alguma coisa muito segreda. As vezes quando minha mãe e o meu pai não estavam na casa, eu e minha irmã abríamos a gaveta onde o meu pai escondia a garrafa. Eu com muito cuidado abria a tampa e cheirava o conteúdo vermelho. Deixava a minha irmã na porta para me avisar se alguém aproximasse.Minha irmã sempre gritava para eu terminar logo.Uma vez eu peguei uma colher e bebi um pouco de uísque e o dia inteiro eu passei mal. Eu não tenho certeza se ela era uísque ou algo porque naquela época não sabia ler inglês.Naquela época eu tinha 7 anos e a minha irmã tinha 4 anos. Eramos pequenos.

Tenho saudade daquela época.Nesta vez (26 Nov-13 Dez,2015) quando estava na Índia na casa, fui beber naquele dia do "Get Together" com os meus amigos e voltei tudo bêbado.Nem estava conseguindo abrir a porta da casa e nem estava conseguindo falar com o pai quem abriu a porta para mim. Eu não sei se ele sabia ou não mas eu sabia que estava fedendo muito de uísque e cerveja. Talvez ele me ignorou. Eu não sei como eu me senti mas senti culpado e triste também. O meu pai quem sempre bebia álcool escondido dos seus filhos, e eu estava ostentando o  uísque na cara dele. Simplesmente a gente cresce e esquece respeita-los quem sempre respeitaram nos. Queira que ele me desse uma tapa porque estava além do respeito.

Reflexões [Em Jorhat]

Bom após chegar em Jorhat com tantos sofrimentos na viagem, eu dormi o dia 26/11/2015 tudo. Só na tarde pelas 16:00 horas eu me senti bem. Nessa temporada (Novembro) é  inverno na Índia e nordeste dá Índia aproveita o inverno totalmente. O dia fica tão curto que acaba pelas 16:30 e pelas cinco da tarde fica escuro. Eu não vi o sol. Fica meio escuro o dia inteiro e deixa bem sonolento.

Então, no primeiro dia não fiz nada importante menos dormir. Na noite, jantei e dormi logo. No dia seguinte acordei pelas quarto de manhã para aproveitar o dia. Porque se não acordar cedo, o dia vai acabar logo. Então eu sempre faço isso enquanto eu fico em casa no inverno, acordar cedo e sair. Estava fazendo frio para caramba mais ou menos 10 graus de manhã. Me vesti bem e saí para rua. Nossa, que sensação ótima colocar o pé na terra natal. Andei nas ruas quem gravavam as memórias da minha infância, minha adolescência, senti o ar refrescante.

As coisas não mudam onde eu moro. As coisas que eu via há 20 anos , hoje vejo as nas mesmas condições. O tempo simplesmente pára lá. Não se precisa ir para um buraco negro para ver o efeito de parada de tempo, basta morar em Jorhat vai te dar uma experiência inexplicável.

Andei por todos os lugares onde tinha as memórias da minha infância. Os lugares ainda estavam nas mesmas condições. Não mudaram nada. Mudaram bem pouco. Até fui ver as casas onde eu passei a minha infância e a minha adolescência. Andei pelo rio onde tinha as memórias infinitivas sobre qual eu escrevi bastante nos posts anteriores. Passei pela escola onde eu estudei  de 1988 até 1994. Passei pela faculdade onde a minha mãe trabalha.Passei pelos campos onde costumava jogar cricket.Passei por todos os lugares e tirei fotos só para colocar no meu blog.

Fiquei meio triste também. Quando passei por lugares da minha infância, pareceu que estava vendo um filme da minha vida. As coisas ainda estão intatas mas quem mudou tanto fui eu, as pessoas.Aqui embaixo são as fotos que eu tirei.

O campo onde costumava jogar cricket. Hoje em dia virou uma floresta. Ninguém joga mais lá

Na frente da faculdade (Jorhat Engineering College) onde a minha mãe trabalha. Tenho memórias imensas lá.

A nossa casa linda.Participei a partir do primeiro tijolo em construção dessa casa amada.

Jorhat Engineering College. (JEC)

O banco onde eu costumava sentar para esperar pelo ônibus para a minha escola na época de 1995. Até agora existe esse banco quebrado. Aquele estante é tipo uma lojinha que vende pirulito, salgados etc e até hoje existe.

A casa sobre qual eu escrevi bastante nos meus posts. Eu passei a minha infância nessa casa desde 1986 até 1996. A casa ainda existe. Não mudou nada. Só mudou os moradores.

A casa onde eu passei a minha adolescência desde 1996 até 2001. Ela está quebrando em pedaços mas ainda está continuando com as minhas memórias.


Fui andar na beira do rio Bhogdoi sobre qual eu escrevi bastante nos meus posts anteriores. Eu passei a metade da minha infância na beira desse rio, brincando , andando atrás das vacas, nadando no rio. Hoje em dia o rio está na fase de morte. Não tem muito fluxo de água. Está ficando bem raso por causa da arreia. Precisa escavação.

Embaixo dessa árvore nós juntávamos para ir ao ponto para pegar ônibus para escola. A minha mãe não me deixava ir sozinho e sempre falava para me juntar com as outras crianças. Isso foi na época de 1996.

Uma rua que passa na frente da casa atual.

A minha escola onde eu estudei de 1988 até 1994.Só mudou o portão e nada demais.

O lugar onde comemora Durga Puja sobre qual eu escrevi num post bem anterior. 

O Bhogdoi rio na fase de morte.

O ponto onde costumava esperar por ônibus para escola.

Entrada do Bhogdoi rio. Hoje em dia virou uma floresta mas antigamente era legal. Tinha um murro lá e eu brincava de pára-quedas pulando de lá usando um guarda-chuva.


Para hoje só isso. Obrigado !!!

Thursday, December 17, 2015

Brazil to India

Finalmente eu viajei para Índia após uma drama terrível. Queria falar sobre a drama um pouquinho. Então, eu já tinha marcado as minhas férias em Novembro,2015 com as datas fixas.E também já tinha comprado as passagens para Índia. E gastei mais que 6 mil reais só nos aviões(Não contei os valores dos hoteis) até chegar na porta da minha casa na Índia. Mas, muito infelizmente devido à crise ou talvez seja algo político, as férias dos funcionários da minha empresa foram suspensas no mês de Novembro. E eu me ferrei. Tive que cancelar as passagens e esperar até a ordem da liberação das férias. Eu poderia prorrogar as minhas férias mas não tinha datas certas aliás não tinha nada certa. Então, tive que cancelar todos os meus aviões. Estou dizendo todos, porque eu tive que pegar mais que cinco aviões. Vamos contar os aviões,


  • De Salvador para São Paulo
  • De São Paulo para Mumbai via Dubai com uma escala de 8 horas.
  • De Mumbai para Guwahati.
  • De Guwahati para Jorhat.
Então, cinco aviões. Para cancelar o avião de São Paulo para Mumbai, eu tive que pagar 2 mil reais e o resto eu nem contei. Emfim, eu perdi mais que 3 mil reais, quase 50% do valor que gastei nas compras das passagens. Uma perda grande. Com um salário de um desenvolvedor de TI, este valor é muito grande. Até eu estava pensando em vender um dos meus rins e fiquei com raiva porque nos deram só dois rins. Se tivéssemos quatro rins, já venderia um.

Então, após cancelar as passagens, entrei num modo de depressão.Primeiro, perdi um dinherão, segundo estava sem visitar os meus pais por mais que dois anos. Só fiquei esperando a liberação das férias. E para minha surpresa fui liberado. Comprei as minhas passagens de novo só uma semana antes. Nem deu para eu procurar melhor as passagens. Comprei o que eu achei. Nesta vez gastei quase 8 mil reais (Sem contar os valores dos hoteis)  até chegar na porta da minha casa na Índia. Deu uma sensação que perdi meu outro rim junto com meu pinto e as bolas.

Não sobrou muito dinheiro para eu gastar na Índia.Eu já disse que eu moro no fim do mundo e para ida e volta eu gasto 7 dias. Imagine !!. Só deu 17 dias inteiros para passar com a minha família na Índia. Então, aqui embaixo, estou resumindo cada passagem a partir de Salvador.


21/11/2015 - De Salvador para São Paulo
Eu saí de Salvador para São Paulo no 21/11/2015. Na verdade eu tinha avião para Mumbai de São Paulo só no 23/11/2015 pelas uma de manhã. Mas eu queria passar uma noite na casa dos meus sogros em SP, então eu saí de Salvador no 21/11/2015. Peguei em avião da linha Avianca. Era bonzinho. Cheguei em SP pelas cinco de tarde e de lá peguei um ônibus para São Jose de Campos. Era 80 km e o ônibus pegou uma hora para chegar lá.Lá fiquei uma noite na casa dos sogros. Comi bem na casa dos sogros e no dia seguinte (Era Domingo) pelas cinco e meia da tarde, peguei um ônibus da rodoviária e cheguei no GRU pela seis e meia.

                                                                        Sogros

                                   Restaurante vegetariano. Muito boa comida. Recomendo.

23/11/2015 - De São Paulo para Dubai
Eu tinha avião de GRU para Dubai pelas 01:25 horas de 23/11/2015, uma Segunda. Como eu cheguei no aeroporto bem antes, eu fiquei andando no aeroporto, passeando no novo aeroporto. Eu gostei dele. Mudaram bastante as coisas e ficou muito mais organizado do que antes. Eu tive que fazer meu check-in no Terminal -3 e era legal. Como eu tinha chegado bem antes, eu fui um dos primeiros passageiros para fazer check-in. Check-in foi rápido. Eu tinha só uma mala e nada demais. Então, apos fazer as coisas necessárias, eu entrei na área de embarque. Tudo mudou e ficou bastante legal. Tem muitos novos restaurantes, lugares bons para relaxar,tem carregadores em bancos (não era como antes quando precisava-se ficar perto das tomadas sentados no chão).Eu tinha nada para fazer. Fiquei na internet umas horas e depois fiquei entediado. Pelas 23:00 horas fui comer no Spoleto e graças a deus aceitou VR. Depois fiquei andando de lá para cá e apos umas horas fiquei cansado e me sentei perto do portão. Logo começou o embarque pelas 01:00 horas e eu entrei logo no avião.

Quando você viaja sozinho/a, após sentar no assento, o que você pensa logo ? Quando era adolescente, eu rezava para deus para mandar uma gatinha para sentar ao meu lado. Isto nunca aconteceu e parece que nunca acontecerá. Mas neste avião que vai pegar mais que 15 horas para chegar no Dubai, eu pensei só numa coisa."Deixa o assento ao meu lado vazio", e para minha surpresa, o deus me ouviu e ninguém veio. Que maravilha!!!. Na verdade, no Emirates, tem os rows de assentos assim, 3-4-3 e 2-4-3 para a classe econômica. Não sei como é na classe business ou primeira porque nunca viajei. Nem sequer vendendo os meus rins, olhos e coração vou ter dinheiro para viajar na classe primeira. Enfim, eu sempre prefiro o row com 2-4-3 e escolho um assento na coluna de dois assentos.Então, nessa viagem, os dois assentos ficaram para mim. Fiquei super feliz, pelo menos posso deitar com vontade.

Sempre vejo um monte de japonês, chines no Emirates que vai para Dubai porque de Dubai eles tem conexões para esses países de xing-lings. Eu sempre gostei de viajar no Emirates,porque os assentos são bons e o ponto mais importantes é que eles dão comidas da classe primeira,muito boa e deliciosa.E também eu não tenho outras rotas boas,porque com o meu passaporte não dá para passar por qualquer país sem visto. Então, via Dubai no Emirates é a melhor opção. Tinha outra opção pela Africa do Sul mas eu não achei os horários bons. Também vi uns aviões da linha Ethiopian Airlines, mas quase todos os passageiros falam mal dessa linha. Então eu não me arrisquei.

Então, apos sentar no assento bem no fundo do avião (48B), um sono pesado me pegou. Mas tinha uma turbulência terrível. Normalmente eu gosto de turbulência, mas quem vai aguentar uma turbulência que dura mais que uma hora. Nem consegui dormir. Apos acabar o turbulência, serviram comidas boas. Tomei uns vinhos e caí no sono. Eu não lembro quantas horas eu dormi. Como eu deitei nos dois assentos, eu consegui dormir bem e para piorar eu dormi tanto que eu perdi outra sessão de comida. Fiquei com raiva mesmo. 

Apos viajar continuamente por mais que 15 horas, chequei em Dubai pelas 20:00 da (local time). E eu tinha o meu próximo avião para Mumbai de Dubai só no dia 24/11/2015 pelas 09:50 horas. Então, eu tinha uma escala grande. Mas graças a Emirates que providenciou hotel cinco estrela para passar essa noite. Outra razão para escolher o Emirates, até pagar mais vendendo rins, pintos etc.

O hotel era simplesmente maravilhoso. Os quartos eram gigantes, comida era de graça e simplesmente legal. Curti bastante. Me deu visto de 96 horas e se fosse de dia, eu faria um tour. Mas como era de noite e eu estava cansado, eu só queira dormir. Bom, eu estava cansado fisicamente, mas a minha mente estava estressada para não cair no sono profundo e perder o próximo avião para Mumbai. Se perdesse, eu me ferraria para caramba. Eu perderia uma cadeia de aviões e hoteis e também eu não tive mais dinheiros para me sustentar se perdesse o avião. Teria que me refugiar em Dubai. Então com tanta coisa na mente, eu nem consegui dormir 5 horas e acordei pelas 03:00 de manhã. Tentei para caramba para me relaxar mas não deu certo. Tinha Dramin comigo mas não tomei porque fiquei com medo de dormir e não acordar. Então passei o tempo tudo tentando relaxar e depois fez yoga e quando fez 06:00 saí do hotel e peguei um cab e fui para aeroporto de Dubai. Era pertinho e tinha cab em toda hora. Pegou só cinco minutos para chegar no aeroporto. 

Aeroporto de Dubai é um outro paraíso. É muito massa. Tem bastante coisas para fazer. Mas o que me surpreendeu foi os táxis dirigidos por mulheres no Dubai. Bom, os países muçulmanos são conservativos e ver as mulheres dirigindo os táxis é uma cena rara. Os táxis dirigidos por mulheres são rosas. 

Como eu cheguei no aeroporto cedinho, eu tive que ficar passeando de cá para lá apos fazer check-in. Lá comi Burger-King, e era massa. Eu estava morrendo de sono e super cansado e só queria dormir. Quando entrei no avião e sentei no assento, sentou-se um velho no meio e começou a falar sem parar  com um rapaz ao seu lado direito. Ele estava se achando porque estava vindo dos EUA e estava falando que ele já tinha Green Card dos EUA e a filha e o marido da filha dele moravam no Boston, fizeram Mestrado lá e blah blah. Eu só estava querendo dormir mas não estava conseguindo. O outro rapaz talvez estava querendo dormir também. O avião era supre lotado e pareceu com um ônibus. A maioria era indianos e vi muita gente má educadas (infelizmente). Logo após entrar no avião, eles começaram a gritar, vi uns caras brigando para trocar assento. Para min não há diferença entre baianos e indianos. Eu não tive coragem de entrar nos banheiros e fiquei segurando meu xixi até chegar em Mumbai. Era mais ou menos 2.30 horas de Dubai para Mumbai mas para mim pareceu cinco horas. Tudo cansado e sonolento e o velho chato ao meu lado falando sem parar. 

Após uma tortura , o avião chegou no aeroporto de Mumbai pelas duas horas de tarde. Eu ouvi o velho falando até lá, também eu ouvi ele perguntando para o rapaz , "Você tem iPhone ?". Logo após descer do avião e entrar no aeroporto, eu cheirei o cheiro clássico de mofo e gasolina má queimada. Peguei uns minutos para me acostumar. Estava fazendo um calor terrível em Mumbai. Estava 33 graus mas sensação era 38 graus. Eu tinha um hotel reservado em Mumbai para passar a noite e no dia seguinte eu tinha outro avião para o meu estado Assam. Então, eu peguei um táxi terrível e saí do aeroporto. Mumbai estava terrível e sempre foi. Logo apos pegar as ruas, me senti tudo abafado de pó, ar quente misturado com cheiro de cocô, gasolina má queimada, lixo, xixi e toda merda que se pode imaginar. Eu reservei um hotel barato porque queria passar só umas doze horas e pelo preço do hotel eu já sabia como seria o hotel. O taxista me levou para uma favela e se perdeu.Não achei o hotel e ele começou a reclamar que estava gastando muita gasolina. Eu não fiquei brigando com ele porque já sabia que dentro da favela não era seguro. Então eu lhe disse para me deixar num lugar seguro. Após eu deixei ele sair e eu com minha mala fiquei na rua. 

Mumbai não era novo para mim porque já morei em Mumbai quase 4 anos. Então, eu sei como me mandar. Eu perguntei uns caras na rua sobre o endereço do hotel e finalmente após andar de cá para lá finalmente cheguei no hotel. Eu não tinha surpresa ao descobrir a merda do hotel porque já estava bem acostumado em Mumbai. Então, entrei no hotel e nem queria sair do hotel para ver e sentir o ar infinitivamente poluído. Eu só queria sobreviver a noite e sair logo logo de Mumbai. Eu tomei Dramin e logo caí no sono profundo por 4 horas. Me deu energia bastante para sentir melhor e encarar o ambiente de lá. Pareceu que tinha tempestade de lixo toda hora. Eu estava juntando energia para sair para comer algo. Eu estava morrendo de fome. Eu tinha comido só no avião e era muito antes. Pelas 20:00 horas, eu saí do hotel e botei pé na rua. Me sento mal. Transito enorme, polução, tantos carros, lixo, cocô... Após andar de cá para lá, eu achei um restaurante e comi a comida mais simples. Antes de ir para Índia, eu estava morrendo de vontade de comer as comidas indianas. No avião, de Dubai para Mumbai, deram comida indiana. Eu achei tão apimentada e quente que deu diarreia no hotel. Eu estava sem vontade de comer comida. Só para encher a minha barriga e dormir bem de noite, comi algo no hotel. Comi logo e queira voltar logo para não morrer na polução. Cheguei no hotel pelas 21:30. Não tinha nada para fazer. Deu vontade de fumar cigarro indiano e comprei uns para fumar. Eu só queria relaxar. 

Eu tinha avião no dia seguinte (25/11/2015) de Mumbai para Guwahati,o capital do Assam o meu estado. Então, na noite de 24/11/2015, no hotel eu não estava conseguindo dormir por causa do estresse. Eu tinha Dramin mas eu não quis tomar para não cair no sono profundo e perder o avião. Então dormi bem pouco e acordei pelas 03:00 de manhã. Após perdi meu sono  fiquei rolando na cama de cá para lá. Eu tinha avisado um cara do hotel para me acordar pelas 05:30 horas se eu não conseguisse acordar, mas fui eu que tive que acordá-lo para abrir a porta do hotel para eu sair de lá pelas 06:00 horas para aeroporto de Mumbai. No filme Mad Max (2nd), tinha um diálogo, não sei se vocês prestaram atenção. Era assim, "The only basic instinct was to survive", e o meu instinto básico naquele momento era sobreviver mesmo e nada demais.

O hotel em Dubai

O hotel em Dubai

O hotel em Dubai

Doces de Dubai.

Doces de Dubai.


Doces de Dubai.

O meu jantar em Dubai

Doces de Dubai.

BK em Dubai

Os táxis (rosa) dirigidos por mulheres em Dubai.

Eu em Mumbai dentro do táxi do condutor frustrado.


25-11-2015 - De Mumbai para Guwahati 
Finalmente eu cheguei no aeroporto domestico de Mumbai para pegar o meu avião para Guwahati, o capital do meu estado. O aeroporto era terrível. Cheio de gente, lotado, não tinha lugar para sentar. E eu estava morto, cansado, sem dormir quase dois dias. Estava em pé e quase caindo. Estava calor da porra de manhã também. Eu não tirei fotos no aeroporto porque tinha a menos vontade de tirar. Só estava querendo dormir um pouco. 

Entrei no avião e ele decolou pelas 09:30 horas. Eu estava tentando dormir desde que me sentei no assento mas sem sucesso. O avião tinha uma escala na Kolkata de 40 minutos mas sem precisar sair do avião. Para chegar no Guwahati, pegou quase cinco horas. Saí do aeroporto e senti a mesma merda de Mumbai. Mesma polução, explosão de população, lotado, barulhento...

Bom, eu só cheguei em Guwahati. A minha cidade é Jorhat e para chegar lá precisa-se pegar um ônibus de Guwahati que pega mais ou menos oito horas. Não é o fim do mundo ? Então, eu cheguei em Guwahati pelas 15:00 horas e reservei um ônibus pelas 22:00 horas. Claro que reservei um hotel vagabundo para dormir um pouco. Se não com certeza eu morreria naquele dia. Peguei um hotel que era mais que vagabundo e logo tomei Dramin e caí no sono por algumas horas. Acordei pelas 20:00 horas e fui jantar, bem simples para não ter diarreia no ônibus. Para te lembrar, não há toilet nos ônibus na Índia. Em algum post eu escrevi que uma vez tive que mijar na garrafa de cerveja e sacola numa passagem longa num ônibus com cama. E eu tinha deixado a sacola em cima num gancho e ele furou e pingou na minha cabeça enquanto estava dormindo.

Então, finalmente peguei o ônibus e começou a jornada religiosa para Jorhat, a minha terra natal.

25-11-2015 - De Guwahati para Jorhat
O ônibus era um lixo. Não tinha ar, mas também não precisava porque estava fazendo muito frio em Assam. Mas o ônibus era super sujo. Pareceu que alguém tinha cagado nos bancos. Tudo sujo,fedo de mofo. E para piorar, a janela do meu lado estava meia quebrada e estava amarrada com uma corda. Então, ela estava fazendo uma unissonância com a velocidade do ônibus e crateras das ruas. Não consegui dormir nem um pouco, nem Dramin me ajudou.Estava simplesmente terrível. Apos ficar meus olhos abertos por quase 8 horas, cheguei em Jorhat pelas cinco e meia de manhã.

Estava fazendo nove graus e me senti frio para caramba, até senti os meus ossos tremendo.Fez xixi na rua e nem achei o meu pinto com tanto frio. Peguei em tuk-tuk e corri para a minha casa. Quando cheguei em casa, todo mundo estava dormindo e eu tive que pular o portão. E finalmente eu entrei , vi meus pais, minha irmã e fiquei feliz. Tomei uma dose forte de Dramin e dormi o dia 26/11 inteiro.

Quando eu cheguei em casa, todo mundo estava dormindo e o portão estava fechado. Tive que pular.

Depois eu conto as minhas experiências la em casa. Até o próximo post. Abraços...


C[K]ulfie

Kulfi é um sorvete indiano super popular na Índia.Quando eu morava na Índia,na época da faculdade, toda noite após jantar ia para comer Kulfi num estante bem na frente da minha faculdade.A palavra Kulfi é derivada de Persian que significa um copo coberto.Nesse ano quando estava na Índia no período de 25 de Nov a 16 de Dez, eu comi o em Mumbai. Super delicioso.

Quando eu era criança, nossos vizinhos sempre tinham vacas, bois. Quando eles passavam na rua na frente da nossa casa, eles sempre cagavam e deixavam a entrada da nossa casa suja e fedorenta. A minha mãe sempre reclamava sobre isso e mandava eu para dar umas olhadinhas quando poderia, e dar umas tapas nas vacas se elas quisessem cagar.

E, eu como um aluno obediente, sentava na varanda da casa e esperava as vacas para cagar. Quando umas começavam o processo (apertando o intestino), eu corria e dava tapas nas bundas delas e elas corriam cagando. Eu achava graça.

Então, hoje em dia o que me dá as lembranças daqueles momentos são os selfies que as mulheres tiram. Os selfies me lembram dos *us das vacas antes de cagar e, eu sempre tinha que ficar ligado para neste momento exato para dar tapas nelas antes de sujar o nosso quintal ou a entrada da nossa casa.

Então, neste post tem nada a ver com o sorvete Kulfi que eu mencionei em cima. Para me o termo "Selfie" deve ser trocado por C[K]ulfi. Vamos tirar um Culfie então ?



Tuesday, December 1, 2015

Uma paradinha

Galera querida, estou viajando e indo para o fim do mundo onde não estou em contato com internet. Tenho bastante experiências para compartilhar com vocês.

Estou escrevendo este post no meu celular. Nao trouxe meu notebook porque é meio chato carregar tantas malas na passagem. Também para que servirá o notebook se não há internet aqui.

Anyways, desejo bons dias e boas tardes e noites para você e por favor esperem até eu voltar pro o meu blog.

Vlw...

Friday, November 20, 2015

Presente Estranho

Há uns anos que uma marca internacional colocou as imagens de deus indiano nos sapatos. E o resultado foi um protesto grande contra a marca por as comunidades religiosas na Índia. Eu acho que este link é um dos protestos. Em minha opinião, isto é uma situação grave.E também,colocar estampa ou imagem da bandeira nacional da Índia em roupas íntimas ou nos sapatos é considerado como um crime grave. Se você for para a Índia, tenha cuidado para não usar sapatos (achar é impossível) com imagem da bandeira da Índia. Tome cuidado.

Mas desde que eu me mudei para o Brasil, a situação está meio diferente. Aqui eu vejo as Havaianas decoradas com as imagens da bandeira nacional do Brasil, os bikinis e as roupas íntimas. Até vejo toalhas com a bandeira nacional do Brasil e se não me engano temos uma em casa. Então, aqui não é problema porque isto não significa um desrespeito ao país. Mas na Índia, este tipo de comportamento é considerado como um desrespeito ao país. Então, se você é um Brasileiro e for para a Índia, não pense no mesmo jeito que você pensa aqui por favor.

Hoje, eu estava passando pelas umas lojas de presentes e vi uma coisa estranha. Até tirei uma foto. Pode dar uma olhada embaixo. É para colocar imagem de seu filho/a na sandália. Nunca vi coisa tão estranha como essa.Você quer quer ficar pisando o seu filho vivo usando essa sandália ? Eu não consegui digerir. 

Praia do Forte

Eu não sei quantas vezes eu fui para Praia do Forte, um lugar perto de Salvador para relaxar. Eu acho que no ano passado no mês de Setembro se não me engano estávamos lá. Na verdade, a minha sogra tinha alugado um apartamento lá por uns dias e nos convidou. A minha esposa foi para lá antes de mim, de carro. Eu e neném fomos depois num Sábado de uma van.

O passeio de Salvador para Praia de Forte de van foi simplesmente terrível. Peguei o van num ponto de ônibus. Pelo menos conseguimos achar lugar para sentar. Depois a van começou e ficar cheio de pessoas. Eu acho que tinha duas famílias na van com quatro crianças. Tinha engarrafamento grande na estrada por causa de um acidente.

O calor era terrível na van. Tinha gente sentadas, á pé, penduradas na porta, aliás em todo lugar da van. As crianças estavam fazendo barulhos, gritando , chorando aliás era uma cena de zorra. Meu neném estava quietinha olhando os outros fazendo bagunça. De repente ela começou a chorar dizendo que estava doendo a barriga dela. Eu já percebi que ia vomitar e logo peguei um saco que tinha colocado na mochila e botei bem na frente da boca dela. Nem esperei dez minutos e ela vomitou. Eu estava acostumado com ela quando fosse viajar de ônibus ou carro ou van. Ela sujou roupa dela e um pouco a minha camisa mas não foi tão terrível porque eu estava preparado por isto. Tinha fedo azedo de leite misturado com Nescau. Eu tirei a roupa dela e ficou só de bermuda e assim que ela melhorou.

O povo nem ligou. Graças a deus. Não foi só ela que vomitou.Daqui a pouco uma menina de mais ou menos cinco anos também largou  o presente. Vomitou na nossa frente. E depois daqui a pouco outro menino vomitou na janela. Ninguém ficou com raiva e o motorista da van disse, "Pode vomitar a vontade". Depois num posto de gasolina um rapaz pegou uns jornais e fez uma limpeza do vomito.

Depois de umas horas chegamos na Praia do Forte e finalmente chegamos no apartamento alugado. Era um lugar chique e silencioso. Apartamento era tipo duplex, embaixo tinha cozinha e sala, e em cima tinha os quartos. Pequeno mas aconchegante. Tinha uma pequena varanda com uma rede. Depois de eu tomar banho eu só queria deitar um pouco na rede olhando a praia e tomando a brisa gostoso.

Mas eu nunca soube que um dos ganchos da rede era enferrujado e depois de balançar um pouco, ele saiu e eu tudo caí no chão. Machuquei bastante no meu bum-bum e no braço esquerdo. E o neném me viu e ficou rindo achando como se eu estivesse fazendo uma brincadeira.

De noite a gente saiu para andar e jantar. Jantamos num restaurante bom e andamos lá um pouco. Sempre é bom andar lá, lugar tranquilo. Depois a gente voltou para o apartamento e chegou a hora de dormir. No quarto , o ventilador de teto não estava esfriando e o calor era terrível. Eu não aguentei e abri a porta e decidi dormir na varanda mesmo. Como a rede já tinha quebrada, eu decidi deitar no chão usando a rede como colchão. Assim eu comecei a dormir pelas 23:00 horas. Tinhas umas pessoas fazendo uma festinha bem na frente colocando músicas chatas e eu não estava conseguindo dormir. Só depois de meia noite consegui dormir. Mas daqui a pouco começou a chover e me molhou. Até eu gostei porque estava calor para caramba.

No dia seguinte, a gente acordou tarde. E a gente não achou a sogra. Sheila disse que ela nunca demoraria se saísse. Então a gente ficou esperando ela voltar. A vizinha do apartamento era amiga da minha esposa e da sogra também. Sheila foi ao apartamento dela para lhe perguntar sobre a mãe dela. E infelizmente, a gente descobriu só naquela hora quando a vizinha disse que a sogra sofreu um acidente na noite dentro do apartamento e foi levada ao hospital. A vizinha disse que a sogra ao subir na escada caiu, ela ficou gritando na escada e ninguém de nos ouviu nada. Não sei por quê. Talvez eu não ouvi porque estava fora na varanda e estava chovendo para caramba. E a minha esposa estava dormindo com o barulho do ventilador. Enfim, a vizinha que ouviu os gritos dela, chegou e ajudou ela. Depois alguém veio de Salvador para lá para buscá-la e levou para hospital. E a gente ficou dormindo como se estivesse acontecendo nada.

Então, neste dia a gente ficou meio preocupado e voltou para Salvador logo após almoçar. Quem curtiu a passagem foi só o neném. As vezes eu acho que inocência é  o melhor presente na vida.Até hoje neném me pede para contar a história de eu cair da rede.

Wednesday, November 18, 2015

Intolerância

Eu tenho intolerância à lactose. É insuportável. Quando bebo leite, o meu dia fica terrível. Barriga fica inchada de gases. E depois peidos e melhora só depois de uma caganeira. Quando tomo Nescau ou Toddynho, o efeito é instantâneo. Nem posso segurar uma hora após beber um Toddynho.

Eu não entendo por quê. Quando era criança, na minha casa em Jorhat, todo dia eu bebia um copo grande de leite puro de vaca. Tinha um rapaz que entregava leite todo dia de manhã e a minha mãe esquentava o leite e me dava num copo com biscoito ou "roti-bhaji".Isso era meu café-de-manhã. Bem sem graça. Eu odiava e até hoje odeio. Raramente tinha algo tipo chocolate para misturar com leite. As vezes o meu pai comprava Bournvita  ou algo. Naqueles dia eu ficava esperando para tomar o leite com umas colheres de Bournvita. Até bebia o copo de leite da minhã irmã e ela chorava.E eu nunca tive problema de intolerância.


Mas hoje em dia a vida mudou. Agora eu tenho intolerância  insuportável. Eu não me lembro foi quando, mas foi recentemente no mês de Setembro deste ano que eu tomei um Toddynho de manhã em casa. Depois quando cheguei em trabalho, só fiquei fazendo "round trip" ao toalete.E pena que eu tinha mandado um toddynho para minha filha para tomar na escola e eu fiquei muito preocupado.

A minha esposa querida costumava ser médica de humanos vivos. Então, eu lhe pedi algum remédio para isso no whatsApp.E o tratamento simplesmente me melhorou. Aqui é a conversa com a doutora.

Tuesday, November 17, 2015

Tiradentes

Então, depois de passar uns dias no Rio, a gente foi para Tiradentes. A gente foi de ônibus do Rio para lá. A gente tinha o ônibus pelas sete horas de manhã e teve que acordar cedinho para se preparar e pegar um táxi para ir para a rodoviária. Bom, eu gostei da rodoviária do Rio, pelo menos estava menos nojenta que de Salvador. Até tinha uma sala de espera e tinha wifi de graça. Milagre né !

Se não me engano, não tem ônibus direto do Rio para Tiradentes. Tem-se que pegar ônibus do Rio para Barbacena, depois, de Barbacena para Tiradentes é um outro ônibus que pega mais ou menos uma hora e meia.

Como a gente tinha acordado cedinho de manhã, logo que ônibus começou a andar, a gente tirou uma soneca no ônibus. ônibus era bom. A estrada era bonita. Ele passa pelo Petrópolis, um lugar muito lindo. Cinco horas de ônibus era muito para mim. Eu me desacostumei passear de ônibus de longa distância. Então comecei a achar meio saco. No meio do caminho, o ônibus parou numa rodoviária perto de um motel, não me lembro do motel.A gente desceu e comeu uma coisa. Eu não comi nada porque estava meio enjoada. Depois a gente voltou ao ônibus e recomeço a nossa jornada.

Neném tomou um gagau e acho que isso foi a pior coisa que a gente fez. Antes de chegar Barbacena, neném me batizou com vomito. Sujou a roupa dela inteira e a minha camisa também. Aquele fedo terrível de leite azedo. Tinha um velho na nossa frente e eu ele se mudou para outro lugar. Coitado dele. Depois de uma hora a gente chegou na Barbacena e dei graças a deus. Minha esposa tinha uma amiga que morava lá na Barbacena e a gente foi convidado para almoçar na casa dela. Que coisa maravilhosa. Eu estava doido para tomar banho e trocar as minhas roupas.

Finalmente a gente chegou na rodoviária da Barbacena . A amiga da Sheila estava esperando lá na rodoviária e ela nos levou para a casa dela. A rodoviária era linda. Pequena e tinha pouca gente. E estava fazendo meio frio lá. Que ótimo né. Desde que eu comecei a morar em Salvador, o "frio" virou uma coisa que sempre eu preciso o procurar, e se achar um lugar frio tenho que aproveitar até os últimos segundos. Então, a gente foi para casa da amiga. Ela nós mostrou a cidade pequena e falou que não tem nada para fazer para diversão lá. Eu acreditei. Lá ela mostrou uma ruazinha e disse que nos domingos, as lojas da rua ficavam fechadas para que o povo pudesse fazer cooper. Engraçado.

Lá na casa, ela tinha feito comida deliciosa para a gente. Ela também tinha uma filha pequena. Uma menininha bem quietinha. A minha filha nem deu bola para ela e começou a brincar com os brinquedos dela sem lhe dar atenção. Que má educada. Eu tomei banho quente lá e me livrei do fedo do vomito. Me sento muito leve. Depois a gente comeu um almoço muito bom, e neném comeu papinha que eu tinha comprado para ela. Depois de passar umas horas a gente voltou para a rodoviária e pegou um ônibus e foi para Tiradentes.

A gente chegou no Tiradentes pelas seis da tarde. Estava escuro e estava fazendo frio mesmo. A gente ficou na casa do irmão da minha esposa. Ele veio para a rodoviária para nos buscar.E finalmente a gente chegou na casa dele.Estava realmente fazendo frio.

A gente estava muito cansado e dormiu logo após chegar lá. No dia seguinte não estava fazendo muito frio. Tiradentes é um uma cidade turística, uma cidade pequena cheia de natureza,cheia de montanhas. Essa não foi a minha primeira vez que fui a lá. No ano de 2013 também fui para lá. Então, a cidade não foi nova para mim e já conhecia os lugares. Aliás a cidade é tão pequena que pode-se dar uma volta na cidade em umas horas de bicicleta. Então, de manhã, eu acordei e tomei café de manhã e peguei a bike do irmão da Sheila e saí para ver a cidade. Minha esposa continuou dormindo com neném. O irmão da Sheila também tinha um filho de quase mesma idade da minha filha. Então eles foram amigos para brincar. Quando minha filhas acordou, eles começara a brincar e eu fiquei de olhos neles para não deixá-los brigar e bater.

Em algum dia, minha filha estava brincando no quintal. E tinha um árvore de algum tipo de feijão. Eles estavam tirando esses feijões e estavam brincado de "PF". De repente passou um buggy na rua na frente com um barulho muito alto. Neném estava lá com um feijão na mão me perguntando o que era isto. Eu pensei que ela me perguntou sobre o buggy e eu lhe disse que era um "buggy". Então, ela começou a chamar feijão como "buginho". Quando ela falou para o amiguinho dela para pegar um "buginho",ele respondeu que não era "buginho", era feijão. Neném ficou com raiva e gritou , "Não. É buginho". Depois eles começaram a brigar e bater. Teve que tirar os dois para parar de brigar.


O frio não durou muito tempo lá. Começou a fazer calor bem a partir de dia seguinte lá. Um dia a gente foi para São João del Rei, uma cidade perto de Tiradentes. Pega uma hora de ônibus. Estava fazendo um calor da zorra. Lá a gente andou para caramba. Uma cidade bem micha. Não tinha nada. Tinha muito ferro velhos lá e nada demais. Lá tinha um lugar para passar tempo onde tinha piscinas e parquinhos para crianças. Como o calor estava terrível a gente foi para lá. Tinha uma taxa para entrar e não era cara e a gente entrou na piscina. Foi bom,pelo menos passar a tarde na piscina e esperar o sol descer para esfriar o clima. Lá tinha uns banheiros para homens e para mulheres separados. Eu entrei no banheiro de homem para trocar minhas roupas. Eu estava na frente do espelho gigante lá. De repente eu vi reflexão de um cara pelado atrás de mim e eu levei um susto. "Que merda é isso". Eu pensei que fosse um doido mas não era. Eu olhei para ele e ele me olhou e eu nem esperei ele falar algo e saí logo e pulei na piscina. Gay!!!

Fiz uns passeis pertinhos lá e finalmente o dia de voltar chegou. Minha esposa e minha filha ficaram lá e eu voltei porque elas queria passar mais uns tempinhos lá. Eu tive que voltar porque as minhas férias tinham acabadas. Peguei um táxi de Tiradentes para Barbacena e de Barbacena peguei um ônibus para Rio. Estava fazendo calor de inferno. Até o ar do ônibus não estava conseguindo esfriar mais. O ônibus estava virando um forno. Lá  o ar é muito seco. É tão seco que sai sangue dos lábios. Depois de sofrer cinco horas no forno finalmente eu cheguei no aeroporto do Rio, era um outro inferno. E depois finalmente cheguei em Salvador, home sweet home...



A primeira e a última noite que fez frio.

Um passeio.

Passeios.